FNE anuncia que vai participar na manifestação de 8 de Março

26 02 2008
25.02.2008 – 20h05 Lusa (Jornal Público)
A Federação Nacional dos Sindicatos de Professores (FNE) vai afinal participar na manifestação convocada pela Fenprof para 8 de Março, contra a política educativa do Governo e os “ataques à escola pública e aos professores”.No entanto, a FNE tinha anunciado na quinta-feira que não iria participar no protesto, salientando tratar-se de uma iniciativa da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) que não auscultou previamente as restantes estruturas sindicais.

“Verificou-se que há disponibilidade para uma organização conjunta da marcha e, dentro do espírito de convergência de análise da actual situação do sector da educação, considerámos que estão reunidas as condições para integrarmos o conjunto de entidades que organizam a marcha”, afirmou hoje João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, em declarações à agência Lusa.

A Fenprof anunciou na passada terça-feira a realização de uma manifestação nacional no dia 8 de Março, uma “Marcha da Indignação” que arrancará do Marquês de Pombal, Lisboa, em direcção à Assembleia da República, onde se realizará um plenário de professores.

A 8 de Março, os docentes vão manifestar-se sob os lemas “Assim não se pode ser professor” e “A escola pública não aguenta mais esta política”, frases que se poderão ler em cartazes, faixas, bandeiras ou t-shirts.

“Com estas pressões todas, com estes horários de trabalho, com esta avaliação de desempenho, com a forma como os professores são permanentemente desvalorizados e insultados pelo Governo e Ministério da Educação não há condições para o exercício da profissão”, afirmou terça-feira Mário Nogueira, secretário geral da Fenprof.

Por outro lado, acrescentou, a escola pública “não aguenta mais” as políticas definidas pela equipa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, nomeadamente as alterações à gestão escolar, a entrega do ensino básico aos municípios e “a forma desqualificada como algumas medidas têm sido implementadas”.

A última manifestação de professores realizou-se a 5 de Outubro de 2006 e reuniu em Lisboa mais de 20 mil docentes, em protesto contra o novo Estatuto da Carreira Docente, tendo sido anunciada no próprio dia uma greve nacional de dois dias.

Hoje, em declarações à Lusa, Mário Nogueira afirmou ter a expectativa de uma adesão dos docentes “à volta” da verificada no protesto de 2006, sublinhando que a marcha deste ano “será um momento histórico da luta dos professores”

De acordo com o responsável, participam no protesto, além da Fenprof e da FNE, o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades, o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades, a Associação Sindical de Professores Licenciados, o Pró-Ordem, o Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação/Federação Portuguesa dos Profissionais de Educação, Ensino, Cultura e Investigação e o Sindicato Nacional Democrático dos Professores/Federação Nacional do Ensino e Investigação.

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